O Jardim
Andando por esse imenso jardim,
Flores de admirável aroma,
Pétalas delicadamente moldadas...
Oh! Assim tem sido em sonhos meus.
Como um belo anjo,
Colhe-me como uma rosa,
A rosa aqui plantada neste jardim,
O jardim castigado por próprios espinhos!
Assim tem-se andado com minh’alma,
Por uma lúgubre tempestade...
Cada gota corre sobre meu rosto,
Fundido-se às lágrimas.
Como um belo anjo,
Puxe-me com suas delicadas mãos,
E me leve junto as suas asas,
Pela doce e leve ventania...
Tire minh’alma desta tempestade,
Deste jardim já coberto pelo nevoeiro,
E leve me para perto de ti,
Onde poderei ver luz...
A luz que antes faltava em minha vida,
Mas agora suprida pelo seu eterno amor,
Amor este que permitiu de ver o mais profundo...
O mais profundo vazio de meu ser!
Porém antes vazio, mas agora preenchido.
Pela vossa luz do verdadeiro amor,
O amor eterno...
Tão eterno que tu habitas somente em sonhos meus!
Felipe da S. Sanches
16 de setembro de 2009
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