Centros Urbanos: Redução da maioridade penal
"Eduque a criança hoje, para não precisar punir o adulto amanhã"
Nietszche
Parece que virou rotina vermos cada vez mais jovens cometendo crimes, que com o passar dos anos tem ficado cada vez mais graves, é ligarmos a televisão ou ler um jornal que sempre presenciamos tristemente que muitos adolescentes podendo está agora recebendo uma boa educação, tem se tornado alvos de polêmicas sobre a necessidade de reduzir a maioridade penal. Mas será que realmente isso resolverá os problemas?
Com a situação que encontra-se os presídios no Brasil, onde numa cela que cabem 5 pessoas são colocadas mais de 15, misturado com pessoas que cometeram diversos crimes, o presídio não seria um bom lugar de reabilitação, muitos jovens vão para abrigo de menores onde ficam até completar a maioridade, sendo que muitos saem antes mesmo de completar seus 18 anos, retornando para a sociedade muitas vezes piores do que já entraram.
A falta de estrutura familiar e a educação pública no país tem sido um dos principais fatores de assistirmos essas cenas, portanto, será mesmo que o único jeito de reduzir criminosos infantis é realmente baixarmos a maioridade penal? Essa é uma das perguntas que tem nos deixado muitas dúvidas, mas na realidade é realmente preciso fazer esta redução. É necessário que o governo monte programas de estrutura familiar com especialistas de assistentes sociais, e também que reforce a educação pública levantando o horário integral, onde os jovens possam ter nas escolas aulas de esportes e artes, para incentivar o interesse na integração sócio-cultural, retirando-os das ruas.
A partir dos 16 anos os jovens já tem o direito pleno a cidadania e a escolha do futuro do país através do voto, a partir daí temos a noção de que já estão aptos a disserminar o que é certo e o errado, porém não punidos devidamente por seus crimes, muitos traficantes aproveitando-se disso usam menores como "aviãozinhos" facilitando o tráfico de drogas até mesmo dentro de instituições de ensino, afinal quem duvidaria de uma criança aparentemente inocente e estudante, ainda mais se vier de uma boa família?
Um caso que vem causando muita polêmicas são os "flanelinhas" ou cuidadores de carros, que se aproveitam disso para vender e consumir drogas, além de roubos. há uns 2 meses foi noticiado no programa apresentado por Wagner Montes, Balanço Geral, uma jovem de 16 anos com seu namorado de 20 anos fizeram um assalto a um taxista, concluindo: o rapaz foi indiciado por roubo a mão armada, e a garota apenas recebeu como pena alguns meses de serviços comunitários, ficando em casa tranquilamente. E o trabalhador? Com muito esforço para sustentar sua família é a noite assaltado por um rapaz e uma menina de 16 anos que ficou práticamente impune. Parece até que somos obrigados a passar e assistir sentando e indignados sem podermos fazer completamente nada!
Grandes centros urbanos como o Estado de São Paulo e Rio de Janeiro, e alguns Estados da região nordestina, os noticiários tem apenas aumentado com assuntos de menores criminosos, cometendo até mesmo a prática de latrocínio (roubo seguido de morte), uma situação completamente alarmante.
Alguém lembra do caso do menino João Hélio, 6 anos, arrastado até a morte por um carro? Os menores que causarão essa crueldade poderam ficar somente até 3 anos presos, porque são menores de idade, vendo assim parece até que uma vida que ainda não havia nem começado não pôde ter justiça de verdade por ter sido trágicamente interrompida por esses menores.
A população deve cobrar do governo uma posição sobre esses assuntos, junto com o ECA, Estatuto da Criança e do Adolescente, em parceria com o ministério da educação para que além de reformarmos a educação pública com urgência, tbm possamos ter uma redução da maioridade penal senão até quando seremos obrigados a ser alvos dessas injustiças? Enquanto lágrimas de pais que perderam seus filhos em crimes bárbaros por menores, jovens criminosos muitas vezes não são punidos, aumentando apenas casos como tráfico, roubo, estupro entre outros ficando nas responsabilidade do Conselho Tutelar. Pense bem, um dia pode ser seu filho a próxima vítima!
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